Posts com o tag ‘ux’

Recrutamento para pesquisas e testes de usabilidade: Seleção e incentivo de participantes

Segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 por admin

Nos post anterior sobre recrutamento, mostrei como começar esse trabalho definindo o perfil adequado  e encontrar participantes. Agora vamos focar no agendamento de testes e motivação dos participantes.

De quantos contatos você precisa para conseguir agendar o número de participantes necessários ao seu estudo?

O pessoal da User Interface Engineering (UIE) trabalhou durante anos em uma fórmula para determinar o tamanho da lista de contatos que você precisa quando deseja recrutar pessoas para um determinado estudo de pesquisa. A fórmula é a seguinte:

LS = NP x ER x IR

Onde:
LS = (List Size) >  Tamanho da lista que você precisa quando começa o recrutamento.
NP = (Number of Participants) > Número de participantes que você quer no estudo/pesquisa
ER = (E-mail response rate) > Número que você pode esperar de respostas depois que os e-mails foram enviados
IR = (Interview response rate) > Número de entrevistas que você precisa para agendar um participante qualificado

Colocando em prática:

De acordo com a experiência do pessoal da UIE, quando eles iniciam um novo projeto assumem que vão ter apenas uma resposta de cada quatro contatos, por isso consideram a ER como 4. Eles assumem também que de cada duas pessoas entrevistadas, apenas 1 será qualificada e agendada de modo que é o IR seria 2. Com estes pressupostos, se eles têm o objetivo de recrutar 8 participantes para o estudo, o cálculo fica da seguinte forma:

LS = 8 × 4 × 2
LS = 64

Portanto, segundo a fórmula, é preciso começar com uma lista de 64 contatos para que possamos encontrar 8 participantes qualificados. Esse cálculo pode ser encontrado no livro: Recruiting Without Fear.

A medida que você for fazendo recrutamentos pode substituir os números de ER e IR de acordo com suas próprias estatísticas e aprendizado.

Como motivar os participantes?

Alguns participantes se sentem felizes apenas em contribuir para a melhoria de um produto, mas é preciso compensar o tempo das pessoas. Se o participante vai até o local do teste, isso tem um custo. Ofereça o que estiver ao seu alcance para facilitar isso, por exemplo:

- Pagar o estacionamento, oferecer o transporte ou dar uma ajuda de custo como fazem as empresas de recrutamento pode funcionar bem;
- Dependendo do tamanho ou tipo da sua empresa, um desconto na mensalidade ou na compra de um novo produto pode facilitar as coisas;
- Brindes costumam ser sempre bem-vindos;
- Algumas empresas organizam um lanche.

Algumas empresas como a Microsoft deixam que o participante escolham um software. Mas cá entre nós, ainda não somos do tamanho da Microsoft e você também não. De acordo com nossa experiência o meio mais eficiente tem sido oferecer uma ajuda de custo.

A maioria dos livros sobre testes e pesquisas indicam que os usuários não devem ser “pagos” pelo teste. Essa preocupação é totalmente válida porque algumas pessoas fazem disso uma “profissão”. Por isso empresas sérias de recrutamento têm controles rígidos via CPF dos participantes de testes e pesquisas para evitar que uma mesma pessoa participe de muitos testes em sequência ou vários testes do mesmo segmento de mercado. No entanto, conversei recentemente com a Danna Chisnell, Usabilityworks e Marty Cagan, SVPG (Silicon Valey Product Group) sobre esse assunto e eles me deram algumas boas dicas. Uma delas é que não há problema em divulgar a ajuda de custo durante o recrutamento como incentivo, mas o melhor caminho é deixar claro que é uma ajuda de custo e não um “pagamento”.

Lembre que a qualidade do recrutamento pode definir a qualidade do teste de usabilidade ou pesquisa. Se os participantes não são adequados ao estudo, os resultados dos testes estarão automaticamente comprometidos.

Mãos à obra!

Recrutamento para pesquisas e testes de usabilidade: Por onde começar?

Quinta-feira, 26 de novembro de 2009 por admin

Contratar uma empresa especializada de recrutamento para pesquisas e testes de usabilidade costuma ser o caminho mais rápido, mas normalmente custa caro. Se seu projeto não tem um orçamento que comporte a tercerização do recrutamento, a melhor saída é fazer por conta própria. Mas quem já tentou fazer isso sabe que não é tarefa das mais fáceis.

Independentemente de qual caminho você vai escolher para recrutar tem duas coisas que você precisa saber para garantir a qualidade da seleção dos seus participantes:

1.  Definir com clareza o perfil adequado para o seu teste.
2.  Não restringir a definição de perfil a dados demográficos.

Em entrevista realizada por Jared M. Spool, Dana Chisnell, da UsabilityWorks, co-autora do Handbook of Usability recomenda evitar o uso de dados demográficos como descrição de perfil de usuário. Porque, por exemplo, a idade não é necessariamente um indicador de comportamento, desempenho ou especialização. Se quisermos saber como os diferentes comportamentos e experiências afetam a maneira como as pessoas irão utilizar uma determinada aplicação, precisamos olhar para além da idade. Ao definir o perfil, considere a experiência do participante com uma determinada funcionalidade ou atividade, frequência de uso de uma plataforma, software ou internet de acordo com os objetivos do seu estudo.

Se você vai fazer o recrutamento por conta própria, tenha em mente que você vai precisar selecionar participantes que tenham alguma motivação para participar da pesquisa, que sejam cooperativos e articulados. Se o partipante não apresenta essas características fica bem díficil extrair dele o que você precisa. A sessão de teste deixa de ter foco na avaliação do produto e se torna uma administração do participante.

Como encontrar participantes motivados, cooperativos e articulados?
Você pode encontrar pessoas dispostas a participarem do seu estudo de diferentes formas:
- Utilizar uma listagem de clientes da sua empresa
- Disponibilizar um questionário de recrutamento no seu site
- Convidar interessados através do twitter
- Convidar amigos (em último caso)

Divulgue que você está a procura de participantes para testes e pesquisas. Uma vez que você tem uma lista de pessoas interessadas, o passo seguinte é descobrir se a pessoa que tem motivação e interesse em participar do teste está dentro do perfil que você procura.  Você pode iniciar a  seleção de participantes através de e-mail ou questionário de recrutamento online.

Ao montar um questionário para recrutamento, opte por perguntas simples e objetivas que deixem claro qual é o grau de familiaridade que o usuário tem com determinada funcionalidade ou sistema de acordo com os objetivos da sua pesquisa. Em seguida, agrupe os respondentes que tem o mesmo tipo de experiência. Por exemplo, Você pode fazer testes com pessoas que tenham experiência básica ou avançada com determinada funcionalidade ou com usuários e não usuários da sua ferramenta mas não deve comparar resultados de um grupo com o outro.

Depois entre em contato com as pessoas que estão dentro do perfil procurado para agendar os testes. Jackob Nilsen sugere que você faça testes de usabilidade com pelo menos 5 usuários por perfil, segundo ele, com esse número de pessoas já é possível encontrar pelo menos 75% dos problemas. Se não conseguir agendar testes com pelo menos 3 pessoas com o mesmo perfil, é recomendado entrar em contato com mais pessoas e continuar o recrutamento para que você consiga ter uma amostragem significativa ao comparar os resultados.

Gráfico Jackob Nielsen - Usability problems found x Number of test users
Gráfico Jackob Nielsen - Usability problems found x Number of test users

E com quantas pessoas é preciso entrar em contato até conseguir selecionar o número desejado de pessoas? Conto pra vocês no próximo post sobre recrutamento de participantes para testes e pesquisas. Aguardem!

Entrevista com Jason Zimdars, designer visual da 37Signals

Segunda-feira, 5 de outubro de 2009 por admin


Jason Zimdars - 37Signals

Jason Zimdars - 37Signals

Jason Zimdars ou apenas JZ trabalha como visual designer e front end developer na 37Signals. (uma empresa americana que desenvolve aplicações web para gerenciamento de projetos. Com aproximadamente 3 milhões de clientes, são os criadores de vários produtos de sucesso tais como: Basecamp, Backpack, Highrise e autores do livro: Getting Real) (clique aqui para ver em português)

1)Hey JZ, first of all, I’d like to thank you for taking the time to give us this interview and would like you to tell us about yourself, your life as a professional designer, and the “paths you’ve traveled down” to get where you are. (We also know that you’ve been a designer since your childhood, doing more artistic design earlier and now more… psychological design, since we’re talking about User Experience :P )

Thanks, it’s good to talk with you. As you mentioned I’ve always been interested in art and design — and technology. I feel like I grew up at a very interesting time. I’m old enough to remember the days before personal computers, but I’m still able to experience the amazing things we can do with technology today and use them in my career. By growing up when I did, I have a very fundamental relationship with technology. I dabbled with art and programming on very basic personal computers. I was able to learn HTML before WYSIWYG editors existed. Having that understanding of how these things work is important to me — I can’t imagine being part of the next generation for whom the computer has always been a part of their lives, but it’s just sort of this magical box. Sure kids in college today have tremendous advantages, but they may never get a chance to look under the hood like I did.

I was an “art kid” growing up and even in college was in a very traditional art program. Drawing, painting, ceramics; even the graphic design classes were largely traditional — we hand-drew letterforms, cut designs from paper and painted swatches. But this was also the time when the internet was blossoming. So, with a self-motivated interest in technology I explored computers and the web. Heck, I even talked a painting professor into letting me paint frames of an animation in class, then sequence them with Flash for a project.

Naturally, when it came to my professional career, I stuck with what I knew and liked best. That has always been human-computer interface. I think you’re going to do the best work when you do what you like and what interests you. I don’t have specific education or training in user experience, but I’m a pretty good user. They say the best training for writing is reading and I believe the best way to learn to make great software is to use it. Not only use software, but pay attention to what works, what doesn’t, what was unexpected, what could be better. Years of experience as a user helps you develop a feel for user experience that I doubt a school or book could teach you anyway.

2)How’s your creative process, from start to finish?

Design always begins on paper for me. My sketchbook is where I work out my ideas. I like that with paper I can quickly try a lot of variations and have a record to return to later. Once I’ve got an idea or two that I think is worth moving forward with, I try to get into some kind of mock-up where I can see it in as real a form as possible. Those mock-ups can be static comps or be right inside the application using mock functionality. But the idea is to go from paper to the browser as soon as you can.

Once in the browser it’s easier to see things you couldn’t work out on paper or in Photoshop. From there it becomes a process of iterating just going over and over it with small improvements until you have something really good.

3)Paper prototypes – do they really work? You recently “fired photoshop” from your life, how does that feel? Don’t you miss it even a little?

Well, I wouldn’t say that I “fired” Photoshop, but I have definitely changed the way I use it. Before joining 37signals, I worked a lot on client-driven websites. In those cases the Photoshop comp was our contract, we never proceeded forward with a website or application until we had approved comps. While this approach certainly ensured that we had a solid direction moving forward, it didn’t allow the design to continue to evolve and grow as we moved into code.

Even before joining 37signals, I had begun exploring the idea of working more directly in code and not in Photoshop. I noticed that whenever I designed for myself, I always started with mark-up and layered CSS and graphics on top of it. Even when you’re working from a comp there are things you can’t see until the design is in the browser. There can be awkward interactions that aren’t visible until you can click them. A static comp is just too illusionary to be the gospel for your design. So working out my ideas in the browser became my preferred way of working.

At 37signals we really believe in the Getting Real methods and part of that is making our work real. Sure, I might jump into Photoshop to quickly try a design idea that might take too much time or require too many code changes to see in code, but for the most part we try to work in the browser, with real code that we can click and resize and truly feel.

Most of the time we communicate ideas with each other with simple sketches and then jump right into the apps to try them out. Photoshop only comes into play when it’s a faster way to see and evaluate an approach.
Do I miss it? Not really. I still use Photoshop plenty, but it’s just another tool. It’s nice to not be making comps just for their own sake. The work that I’m excited about is in the browser so the sooner my process gets me there, the better my work is.

4)What tools do you use to find User Experience issues? Do you do usability testing? When? How often?

There aren’t any specific tools or tests that we use and yet we are constantly evaluating the usability in everything that we do. Its is rare that a day goes by when we aren’t working on something in our apps that could be better, be it copywriting, design, or customer service. Ease of use, clarity, and pure enjoyment are things that we expect of our products and every member of the team is always working to make sure we meet our standards and continue to improve them. This isn’t just the realm of designers, at 37signals everyone is involved in using, supporting, and improving our products. Programing, customer support, designers, right up to the partners that run the company; everyone is always keeping an eye on usability.

5)Working in a company that has customers around the world, do you have UX problems that don’t affect Americans, but affect Brazilians, for example? How do you solve this kind of problem?

Many of the design considerations we make have to do with copywriting and units of measure. There are subtle differences in the way US and other countries expect to see dates and times, in particular. This is an area where we’re still improving. Right now we’re fortunate that our customers are primarily English speaking, but I’m sure that will change as we consider localization and experience growth outside North America and Europe.

6)Where do you find inspiration?

Lots of places, but no place in particular. I don’t really seek inspiration, but I try to pay attention when it finds me. The things that I appreciate in the work of others are sincerity, clarity, beauty — the little things that seem clever, creative and make them enjoyable. You can tell when a product is made by someone who really loves it and truly wants people to love it, too. I look for those little moments in products, movies, music, whatever, where you kind of connect with the object. I try to imagine the thought that went into it and how that touch was created. It is a lifetime of experiencing these little moments that help me make them for others.

7)What are your favorite websites, and why?

I tend to visit sites more for their utility than simply for the sake of their design so I appreciate websites that work well and get me in and out quickly.

I really like CNN.com’s article pages. The tabs for media content are nicely done and the “story highlights” at the top of each article are a tremendous innovation. Many times that’s all I need to get what I need from a story.
I love the design and general spirit of Etsy.com. I have a lot of respect for people who make things with their hands.
I’m not a big fan of design galleries, but siteinspire.net stands out as one that truly has a voice. It is well designed and impeccably curated.
I can’t imagine shopping without Amazon.com. I love some of the stuff the guys are doing at Behance. Very nice, clean design. Threadless is another favorite — great design, amazing community.

Thanks a lot for this interview JZ. The closing comments are up to you… :)

No, thank you! I enjoyed talking with you and I hope some of this is interesting to people out there. If I had to sum it all up, I’d just encourage everyone to keep learning, keep growing and always try to get better. So many things all around us can be better and design has a huge opportunity for impact in places you might never expect.

Contribuindo com o WordPress (testes de usabilidade)

Quarta-feira, 6 de maio de 2009 por Gabriela Muhlbach

Dessa vez a WordPress.org está convocando usuários do sistema e moderadores voluntários de diversos países para testes de usabilidade das funcionalidades da interface do sistema. Conheça os detalhes do projeto no WordPress Blog.

O melhor e o pior em um painel de controle

Quarta-feira, 29 de abril de 2009 por Gabriela Muhlbach

Publicamos um tópico no Fórum da Locaweb pedindo indicações de painéis de controle que os clientes acham interessantes. Seria muito bacana se os visitantes do UXBlog deixassem suas opiniões por lá.

Link pro tópico:  O melhor e o pior em um painel de controle

[Métodos de Testes e Pesquisa] Card Sorting

Quinta-feira, 16 de abril de 2009 por admin

Dando continuidade aos posts sobre Métodos de Testes e Pesquisas, falaremos um pouco sobre alguns métodos que podem ser utilizados tanto na etapa de concepção quanto na etapa de avaliação do projeto, começando pelo Card Sorting.

O Card Sorting é um método de pesquisa que segue a abordagem de projeto centrado no usuário. É utilizado principalmente para identificar como as pessoas agrupam informações de uma maneira que seja útil para elas. Pode ser utilizado também para identificar qual a nomenclatura mais adequada para determinados grupos de informação. No post  Card Sorting, falamos um pouco sobre esse método e suas variações: Aberto e Fechado.

Card Sorting Aberto e Fechado
Exemplo de aplicação de Card Sorting Aberto e Fechado utilizando cartões de papel

O método Card Sorting foi proposto na década de 80 por Anter e outros pesquisadores (Multiple Sorting Tasks, no original) e tem se tornado um forte aliado ao estudo da Arquitetura de Informação por:

» Contribuir para criação de estruturas organizacionais otimizadas e mais adequadas ao modelo mental dos usuários;

» Desenvolver arquiteturas baseadas na forma como as pessoas classificam e categorizam os assuntos;

» Avaliar a Arquitetura de Informação e suas categorias (no caso de ser feito quando a arquitetura já está em andamento ou definida);

» Avaliar um novo modelo de categorização e identificar itens que são difíceis de classificar.

O Card Sorting é relativamente simples de ser aplicado e apresenta baixo custo. Pode ser aplicado com a utilização de cartões de papel ou com a utilização de softwares especializados. Entre os programas disponíveis no mercado temos o xSort e CardZort.

xSort: Software utilizado para realização de Card Sorting

xSort: Software utilizado para realização de Card Sorting

Cardzort: Software para realização de Card Sorting

CardZort: Software utilizado para realização de Card Sorting

A vantagem da utilização dos softwares é que se pode aplicar a pesquisa à distância e a tabulação de dados é feita pelo programa que gera estatísticas e relatórios. No entanto, vale lembrar que é preciso saber interpretá-los. Utilizando cartões de papel, a tabulação de dados pode ser feita através de uma planilha de excel.

No próximo post sobre Métodos de Testes e Pesquisas: Questionários e Entrevistas. Aguardem!

Site como Ponto de Vendas Eficiente

Quarta-feira, 15 de abril de 2009 por admin

Recentemente realizamos nosso 3º Locaweb Tech Day, que é um evento onde compartilhamos experiências e discutimos assuntos técnicos que interessam a Locaweb. Nesse evento apresentamos algumas das modificações realizadas no site da Locaweb que foram realizadas com o objetivo de melhorar a experiência do usuário e tornar o site uma ferramenta de venda mais eficiente.


Site como Ponto de Vendas Eficiente - Melhores Práticas from Locaweb on Vimeo

As demais apresentações (com temas variados e muito interessantes) podem ser vistas em nosso canal no Vimeo.

Dream Team para Web

Quarta-feira, 20 de agosto de 2008 por Andreza

Jesse James Garrett (comentei sobre seu diagrama de elementos da experiência do usuário em um post anterior), há um bom tempo atrás, falou sobre os pilares que sustentam um time de sucesso para aplicações web. Esses nove pilares são representados na figura abaixo.

Vejam o que ele fala sobre Design Abstrato:

5. Abstract Design: Information architecture and interaction design translate strategic objectives into a conceptual framework for the final user experience. These emerging disciplines addressing abstract design are increasingly recognized for their value in the Web development process.

Em muitas empresas ainda vemos designers se preocupando apenas com o design visual das aplicações, muitas vezes sendo envolvidos no projeto somente quando toda a aplicação já está pronta para “dar uma cara bonita” ao site ou produto. Ou então, preocupando-se com detalhes mínimos da interface antes mesmo de definir e testar o framework conceitual e de interação de toda a aplicação. Não que os detalhes visuais da interface não sejam importantes, é inclusive um dos pilares citados pelo Garrett (Concrete Design), mas que devem ser definidos no seu tempo certo.

Experiência do Usuário, o que que é isso?

Quinta-feira, 8 de maio de 2008 por Joca

Na Wikipedia temos a definição de que Experiência do Usuário é:

Um termo usado para descrever a experiência e a satisfação de um usuário quando este utiliza um produto ou sistema.

A Locaweb vem investindo cada vez mais no aprimoramento de nossos produtos para garantir que nossos clientes fiquem sempre satisfeitos. Sabemos que o cliente que usa um sistema via internet não quer ligar para o fornecedor desse sistema para tirar dúvidas ou para reclamar. Ele quer uma experiência de utilização que seja simples e prazerosa. Ou seja, não basta ter um site ou um sistema “bonitinho”. Além de bonito ele precisa ser simples e agradável de usar. Se um site ou sistema conseguir atingir esses três objetivos (ser bonito, simples e agradável), ele fará com que seus usuários, além de terem uma boa experiência de uso, se transformem em seus promotores, gerando mais vendas!

Como sabemos que nossos clientes e nossos parceiros desenvolvedores têm a mesma preocupação com relação aos seus sites e sistemas, decidimos compartilhar nesse blog o que estamos estudando e aplicando com sucesso aqui na Locaweb.

Vamos começar falando do número de funcionalidades de um sistema e seu impacto na experiência do usuário.

Kathy Sierra, uma reconhecida instrutora de programação e de experiência do usuário, apresenta em seu blog a “Curva de Funcionalidades” abaixo:

Curva de Funcionalidades

Nessa imagem fica claro algo que já percebemos de forma intuitiva. À medida que adicionamos funcionalidades, corremos o risco de complicar demais o sistema a ponto de o usuário ficar tão insatisfeito que ele desiste e vai procurar outras formas de resolver o seu problema.

A. G. Lafley, presidente mundial da Procter & Gamble, disse recentemente que:

As pessoas se lembram de experiências. Elas não se lembram dos atributos, benefícios ou funcionalidades.

Por isso, vamos aqui falar de Experiência do Usuário, e esperamos que sua experiência ao ler esse blog seja a melhor possível! :-D