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A regra do mínimo de surpresa

Terça-feira, 26 de maio de 2009 por Andreza

Surpresa

Faça o mínimo de coisas surpreendentes, é o que diz essa regra. E o “surpreendente” aqui é no sentido de “coisas não esperadas”, ou seja, que não responde da forma que a pessoa acha que deveria responder. Esta regra está embasada no fato de que seres humanos só conseguem prestar atenção em uma única coisa por vez (por mais que nós queiramos saber/ler/ver tudo ao mesmo tempo agora!!) e comportamentos inesperados em uma interface foca a atenção do usuário em um único ponto, mais que na tarefa completa a qual esse ponto pertence.

Interfaces mais fáceis de usar são aquelas que demandam pouco ou nenhum aprendizado do usuário, ou seja, aquelas que efetivamente se encaixam no que seus usuários já sabem, em modelos mentais pré-existentes (pausa: conhecer a sua audiência é um ponto importante aqui) . O melhor, se possível, é não projetar um modelo de interface totalmente novo, mas sim seguir padrões de design e interação bem conhecidos e testados.

Mas cuidado, isso não significa que o desenho de uma interface deva ser uma tarefa mecânica e conservadora, sem possibilidades de inovação. Inovação tem sim o custo do primeiro contato do usuário com uma nova forma de interação, porém existe formas melhores de fazê-la. Não inove em funcionalidades que o usuário tem pouca disposição para aprender a usá-las, por exemplo.